A Missão do Espírito Santo, Igreja Episcopal Anglicana de Horizontina promove: Jantar Pró-Reforma do Templo, no dia 16 de agosto do corrente ano. O cardápio inclui galinhada, pão e saladas diversas, ao preço de R$ 3,00 individual e R$ 5,00 o casal. A festa acontece no Salão Comunitário Anglicano, localizado à Rua Santos Dumont, n° 99, sub-solo, Bairro Recanto do Sol.
Neste dia a transmissão do programa Embalos da Noite da Rádio Comunitária Virtual FM 96.1, será de nosso Salão Comunitário, com início as 18hrs. O programa sempre conta com a apresentação de vários artistas locais. Logo depois do programa a festa continua com excelente animação.
Os cartões para o Jantar podem ser adquiridos com a diretoria da Missão do Espírito Santo e na Casa Pastoral com o pastor, localizada à Rua Santos Dumont, 41, no bairro Recanto do Sol. Informações pelo fone 3537 6392.
Todos estão convidados.
domingo, 10 de agosto de 2008
domingo, 20 de julho de 2008
A Missão do Espírito Santo celebrou mais uma grande festa
No sábado -19/07/08 - o programa Integração/Embalos da Noite da Rádio Comunitária Virtual FM 96.1 foi transmitido ao vivo de nosso Salão Comunitário. Embalos da Noite é um programa de auditório que abre espaço para artistas locais apresentarem seu talento diante da população horizontinense. Na oportunidade a comunidade ofereceu um gostoso carreteiro. A transmissão do programa de nosso Salão Comunitário acontece em todo terceiro sábado de cada mês.
Aproximadamente setenta pessoas prestigiaram o evento, podendo se divertir a vontade, além de jantar muito bem. Destaca-se a participação de pessoas que não conheciam o espaço e, quem sabe, nem ouviram falar da Igreja. Ou seja, estamos alcançando nosso auto-sustento e nos tornando conhecidos na cidade e região.
Destaca-se o empenho dos membros da comunidade na divulgação e na preparação do evento, além da parceria da Rádio Comunitária Virtual FM, que tem contribuído na divulgação de nossos eventos e atividades, sendo um parceiro importante na reestruturação de nossa comunidade. E de modo especial elevamos nossa ação de graças a Deus, nosso Senhor, por estar nos inspirando e dirigindo na reestruturação desta comunidade. A Ele seja toda honra e glória.
Aproximadamente setenta pessoas prestigiaram o evento, podendo se divertir a vontade, além de jantar muito bem. Destaca-se a participação de pessoas que não conheciam o espaço e, quem sabe, nem ouviram falar da Igreja. Ou seja, estamos alcançando nosso auto-sustento e nos tornando conhecidos na cidade e região.
Destaca-se o empenho dos membros da comunidade na divulgação e na preparação do evento, além da parceria da Rádio Comunitária Virtual FM, que tem contribuído na divulgação de nossos eventos e atividades, sendo um parceiro importante na reestruturação de nossa comunidade. E de modo especial elevamos nossa ação de graças a Deus, nosso Senhor, por estar nos inspirando e dirigindo na reestruturação desta comunidade. A Ele seja toda honra e glória.
terça-feira, 8 de julho de 2008
“Não penseis que vim trazer paz à terra; não vim trazer paz , mas espada”
Nas palavras de Rev. Carlos Calvani, pastor e teólogo anglicano, “O texto do evangelho de hoje definitivamente se insere na categoria daqueles que muitas pessoas prefeririam que não estivesse nas Escrituras, por considerá-lo muito radical”. Realmente as palavras de Jesus parecem se chocar com a proposta do Evangelho – proposta de paz, amor ao próximo; Divisão entre pais e filhos, divisões na família, parecem se chocar com a proposta do príncipe da paz. Parece, mas não se chocam.
Mas antes de qualquer reflexão é preciso entender duas coisas:
- Primeiro é necessário que entendamos o contexto do evangelho de São Mateus. Pois este evangelho é destinado a uma comunidade de judeus convertidos ao cristianismo, que sofriam pressão e perseguição por parte de seus familiares que ainda permaneciam no judaísmo. É exatamente para neste contexto que o evangelista Mateus encaixa os ensinamentos de Jesus Cristo.
- Em segundo lugar quem se converte – literalmente muda de direção. A opção por Cristo, a opção pelo Reino exige rompimento com as estruturas injustas da sociedade, rompimento com a cultura opressora e contra tudo o que se opõe a vida. “Não é possível servir a dois senhores”. Ou eu sirvo a Cristo e ao seu Reino, ou eu sirvo ao mal, ao pecado. Não posso me curvar diante de Deus e diante do mal. E É claro que dentro desse rompimento podem estar envolvidos laços familiares.
- Em terceiro lugar é necessário lembrar do primeiro mandamento: amor a Deus sobre todas as coisas. A opção radical por Deus não é afastamento da família. A própria teologia muçulmana, por exemplo, ensina que um dos preceitos básicos do Islã é o respeito à família e a obediência aos pais. Porém, o Islã ensina que isso jamais pode estar acima do compromisso com Alá. Se a família é um obstáculo para seguires as regras do corão é melhor romper com ela, pois o compromisso primeiro é com Alá.
Esse é o contexto do evangelho, o texto do evangelho dentro da realidade para a qual foi escrito. Agora para maioria de nós que nascemos em famílias cristãs, essa oposição pode não aparecer tão clara. Mas eu tenho um exemplo dentro da minha família que se encaixa nesse contexto: Meu pai desde muito tempo é anglicano e para ele todos os seus filhos deveriam ser anglicanos. Quando duas das minhas irmãs se converteram para outras denominações religiosas, ele literalmente as condenou - ficando rompido com elas durante muito tempo - e condena até hoje, convive com elas, mas jamais vai aceitar aquela realidade como algo normal.
Mas as palavras de Cristo são diretas, “quem não toma sua cruz e vem após mim não é digno de mim”. Como mencionamos acima, converter é mudar de direção, mudar de vida. Aquela história que eu me converto, e vou dando uma escapadinha aí outra ali, não funciona. O mal vicia. Ou seja, quem rouba uma caneta pode tranqüilamente roubar um carro, pois a atitude é a mesma: apropriar-se de algo que não lhe pertence.
O mal, pecado, pode virar uma rotina. Quem fala palavrão acaba freqüentemente soltando um, muitas vezes sem perceber, é algo automático. Agora se você é moderado, mesmo em situações estremas as palavras que saíram de sua boca serão de paz.
O bom dessa história é que assim como o mal vicia e pode se tornar uma constante. O bem tem o mesmo resultado. Pois atitudes de bem, em favor da vida, geram outras atitudes de bem, em defesa da vida.
É importante que durante esta semana, possamos refletir até que pondo a cultura, a sociedade na qual vivemos muitas vezes nos leva a trilhar por caminhos contrários aos de Cristo. Conceitos formulados por nossas famílias, muitas vezes são preconceituosos e contra a dignidade humana. É importante sabermos romper com esta bagagem negativa, e introduzir na família e na sociedade os valores do evangelho.
É importante falarmos ainda do nosso batismo. No batismo nós morremos com Cristo para o pecado, e ressuscitamos com Ele para a vida. Portanto em nossa vida devemos buscar nos moldar de acordo com os ensinamentos de nosso Mestre. Ele é que nos ensinou como podemos viver, sendo livres e longe do pecado. Eu não sou escravo de Deus caso andar pelo caminho do bem.
Temos diante de nós as duas opções o mal e o bem. Podemos ser escravos do pecado. Mas podemos ter vida plena ao dizermos não ao pecado e sim à Deus. O pecado humilha, escraviza e mata. O bem nos traz a paz, a felicidade, a vida plena.
De acordo com o Apostolo Paulo: "Se teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede de-lhe de beber; porque fazendo isto, amontoarás brasas vivas sobre sua cabeça. Não te deixes vencer do mal, mas vença o mal com o bem" (Rm 12.20-21)
Mas antes de qualquer reflexão é preciso entender duas coisas:
- Primeiro é necessário que entendamos o contexto do evangelho de São Mateus. Pois este evangelho é destinado a uma comunidade de judeus convertidos ao cristianismo, que sofriam pressão e perseguição por parte de seus familiares que ainda permaneciam no judaísmo. É exatamente para neste contexto que o evangelista Mateus encaixa os ensinamentos de Jesus Cristo.
- Em segundo lugar quem se converte – literalmente muda de direção. A opção por Cristo, a opção pelo Reino exige rompimento com as estruturas injustas da sociedade, rompimento com a cultura opressora e contra tudo o que se opõe a vida. “Não é possível servir a dois senhores”. Ou eu sirvo a Cristo e ao seu Reino, ou eu sirvo ao mal, ao pecado. Não posso me curvar diante de Deus e diante do mal. E É claro que dentro desse rompimento podem estar envolvidos laços familiares.
- Em terceiro lugar é necessário lembrar do primeiro mandamento: amor a Deus sobre todas as coisas. A opção radical por Deus não é afastamento da família. A própria teologia muçulmana, por exemplo, ensina que um dos preceitos básicos do Islã é o respeito à família e a obediência aos pais. Porém, o Islã ensina que isso jamais pode estar acima do compromisso com Alá. Se a família é um obstáculo para seguires as regras do corão é melhor romper com ela, pois o compromisso primeiro é com Alá.
Esse é o contexto do evangelho, o texto do evangelho dentro da realidade para a qual foi escrito. Agora para maioria de nós que nascemos em famílias cristãs, essa oposição pode não aparecer tão clara. Mas eu tenho um exemplo dentro da minha família que se encaixa nesse contexto: Meu pai desde muito tempo é anglicano e para ele todos os seus filhos deveriam ser anglicanos. Quando duas das minhas irmãs se converteram para outras denominações religiosas, ele literalmente as condenou - ficando rompido com elas durante muito tempo - e condena até hoje, convive com elas, mas jamais vai aceitar aquela realidade como algo normal.
Mas as palavras de Cristo são diretas, “quem não toma sua cruz e vem após mim não é digno de mim”. Como mencionamos acima, converter é mudar de direção, mudar de vida. Aquela história que eu me converto, e vou dando uma escapadinha aí outra ali, não funciona. O mal vicia. Ou seja, quem rouba uma caneta pode tranqüilamente roubar um carro, pois a atitude é a mesma: apropriar-se de algo que não lhe pertence.
O mal, pecado, pode virar uma rotina. Quem fala palavrão acaba freqüentemente soltando um, muitas vezes sem perceber, é algo automático. Agora se você é moderado, mesmo em situações estremas as palavras que saíram de sua boca serão de paz.
O bom dessa história é que assim como o mal vicia e pode se tornar uma constante. O bem tem o mesmo resultado. Pois atitudes de bem, em favor da vida, geram outras atitudes de bem, em defesa da vida.
É importante que durante esta semana, possamos refletir até que pondo a cultura, a sociedade na qual vivemos muitas vezes nos leva a trilhar por caminhos contrários aos de Cristo. Conceitos formulados por nossas famílias, muitas vezes são preconceituosos e contra a dignidade humana. É importante sabermos romper com esta bagagem negativa, e introduzir na família e na sociedade os valores do evangelho.
É importante falarmos ainda do nosso batismo. No batismo nós morremos com Cristo para o pecado, e ressuscitamos com Ele para a vida. Portanto em nossa vida devemos buscar nos moldar de acordo com os ensinamentos de nosso Mestre. Ele é que nos ensinou como podemos viver, sendo livres e longe do pecado. Eu não sou escravo de Deus caso andar pelo caminho do bem.
Temos diante de nós as duas opções o mal e o bem. Podemos ser escravos do pecado. Mas podemos ter vida plena ao dizermos não ao pecado e sim à Deus. O pecado humilha, escraviza e mata. O bem nos traz a paz, a felicidade, a vida plena.
De acordo com o Apostolo Paulo: "Se teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede de-lhe de beber; porque fazendo isto, amontoarás brasas vivas sobre sua cabeça. Não te deixes vencer do mal, mas vença o mal com o bem" (Rm 12.20-21)
sexta-feira, 27 de junho de 2008
Missão do Espírito Santo celebra sua Festa Junina
A Missão do Espírito Santo realizou no último dia 21 de junho do corrente ano, sua festa junina. Apesar do frio um bom número de pessoas se fez presente no evento. Com muita música, comida e bebida o povo pode se aquecer e celebrar uma bela festa.
Vale destacar o empenho de toda a comunidade, na arrecadação de prémios e outras doações, bem como na divulgação e organização da festa. Ainda destaca-se a divulgação da festa pela Rádio Comunitária Virtual FM 96.1.
O sucesso do evento foi consequência do trabalho e empenho de todos, e assim passo a passo a Missão do Espírito Santo vai alcançando seu auto-sustento e caminhando em direção de seu objetivo maior, a reforma de seu templo. Templo este que completa 25 anos de sua construção e consagração no ano de 2009.
Pedimos a Deus, nosso Senhor, inspiração e força nesta caminhada.
Vale destacar o empenho de toda a comunidade, na arrecadação de prémios e outras doações, bem como na divulgação e organização da festa. Ainda destaca-se a divulgação da festa pela Rádio Comunitária Virtual FM 96.1.
O sucesso do evento foi consequência do trabalho e empenho de todos, e assim passo a passo a Missão do Espírito Santo vai alcançando seu auto-sustento e caminhando em direção de seu objetivo maior, a reforma de seu templo. Templo este que completa 25 anos de sua construção e consagração no ano de 2009.
Pedimos a Deus, nosso Senhor, inspiração e força nesta caminhada.
quinta-feira, 26 de junho de 2008
Programa "Rompendo em Fé" Rádio Comunitária Virtual FM 96.1
A Missão do Espírito Santo teve uma conquista muito importante, desde maio de 2008 iniciou o programa "Rompendo em Fé", posto no ar pela Rádio Comunitária Virtual FM 96.1. Programa que tráz a toda população de Horizontina e região a mensagem de fé, o louvor anglicano e faz conhecido de todos as atividades e acontecimentos da comunidade. Que Deus, Senhor nosso, continue a nos abençoar na missão que nos confia.
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
Justificativa
Caros Irmãos,
Graça e Paz
Estamos com dificuldades no acesso a internet, sendo assim, não estamos publicando textos ou notícias há um bom tempo. Estamos trabalhando na solução do problema. Em breve estaremos novamente partilhando textos e notícias da Região.
Rev. Antônio Ryscak
Coordenador Regional
Graça e Paz
Estamos com dificuldades no acesso a internet, sendo assim, não estamos publicando textos ou notícias há um bom tempo. Estamos trabalhando na solução do problema. Em breve estaremos novamente partilhando textos e notícias da Região.
Rev. Antônio Ryscak
Coordenador Regional
sábado, 12 de janeiro de 2008
MENSAGEM DE NATAL DE 2007
Uma das mais estranhas e tocantes expressões do Novo Testamento é um versículo da Carta aos Hebreus 11:16: “E Deus não se envergonha de ser chamado o Deus deles”. O escritor está falando sobre a história do povo de Deus. Sempre que o povo se mostra fiel a Deus, fiel em se manter na fé, em vez de se sentir satisfeito em si mesmo, sempre que se sente como verdadeiro peregrino, Deus então fica contente em ser chamado o Deus dele. Ele se declara ser o Deus de peregrinos, de um povo que sabe que suas vidas são incompletas e que ainda está viajando em busca do cumprimento das promessas de Deus. A visita a um campo de refugiados no Oriente Médio, que fiz em outubro último, mostra de maneira literal e absoluta o que significa não ter um lar, sem condições de poder confiar em algum recurso, interno ou externo. Pessoas em circunstâncias tão terríveis jamais se sentirão satisfeitas. Elas sempre esperarão por um futuro. Elas são obviamente aquelas pessoas em cuja companhia Deus não se envergonha de estar, pessoas cujo Deus é feliz em ser o seu Deus. Ele está ao lado dos sem-lar. Mas isso é também uma imagem da relação de Deus com todos aqueles que não têm um lar ou vagueiam por outros caminhos.
Quão desconcertante expressão é dizer que Deus não se envergonha! É como se fôssemos tranqüilizados de que, apesar de tudo, Deus não se importa de ser visto em nossa companhia. A maioria de nós conhece a experiência de se sentir embaraçado por alguém – crianças se sentem embaraçadas pelos pais; os pais pelas crianças. Eu mesmo, algumas vezes, já me encontrei caminhando pela rua com alguém falando alto ou se comportando de maneira esquisita, desejando não ter estado lá. Mas Deus não se sente embaraçado pela companhia humana, quando esta companhia se afasta de sua auto-satisfação e está pronta para continuar ao seu lado. Podemos até pensar que Deus se envergonha da companhia humana, que é imperfeita, confusa e até mesmo pecadora. Mas Deus se sente feliz em ser o Deus de um povo confuso e pecador, quando esse povo reconhece sua própria confusão e enfrenta a verdade de suas necessidades. É isso que as grandes parábolas de Jesus, no evangelho de São Lucas, tanto mencionam, especialmente a Parábola do Coletor de Impostos.
Assim, no Natal, Deus mostra que não se envergonha de estar conosco. Ele ouviu os nossos gritos de fraqueza, as nossas incertezas e ansiedades. Ele olhou para o nosso caminhar e nossas angustias, e Ele não se envergonha de estar ao nosso lado, caminhando junto em nossa peregrinação. E porque Ele está contente de andar em nossa companhia, somos desafiados pela companhia da qual nos envergonhar de andar. Decidimos com muita facilidade nos sentirmos envergonhados de participar da companhia do pecador, do confuso ou do proscrito. Mas Deus, parece, não se envergonha de ser visto na companhia desse tipo de povo. Se Ele se envergonhasse de ser chamado o Deus de qualquer grupo humano, então o texto de Hebreus sugere de maneira enfática que Ele se sentiria muito mais embaraçado por aqueles que pensam que já chegaram ao fim de sua jornada, que pensam que já alcançaram a perfeição (compare as irônicas e desdenhosas palavras de São Paulo em I Coríntios 4:8: Vocês já tem tudo o que precisam. Já são ricos!). E está claro porque Deus se envergonharia de ser o Deus de tal povo: eles se comportam e falam como se não necessitassem de Deus, como se não necessitassem da graça, da esperança e do perdão.
Deus ama a companhia daqueles que conhecem as suas necessidades. E é por isso que Ele vem no Natal para permanecer com eles, viver com eles e morrer e ressuscitar por eles. Ele é o Deus que abençoa o pobre – e não só aqueles que são materialmente pobres – mas aqueles que não têm as ‘riquezas’ da auto-satisfação e do contentamento, aqueles que sabem muito bem o quanto lhes falta a verdadeira e completa humanidade. E assim precisamos transmitir esta bênção aos pobres de toda espécie, aqueles que não têm recursos materiais e aqueles que são “pobres de espírito”, porque conhecem a sua fome e as suas necessidades. Perguntemos honestamente a nós mesmos em que companhia nós nos sentiríamos envergonhados de estar – e então perguntemos onde Deus poderia estar. Se Ele acolheu o fracassado e o fragilizado mundo dos seres humanos, que conhecem as suas necessidades, então precisamos estar lá com Ele.
Que Deus nos conceda toda a bênção e alegria neste Natal.
+ Rowan Cantuar
Quão desconcertante expressão é dizer que Deus não se envergonha! É como se fôssemos tranqüilizados de que, apesar de tudo, Deus não se importa de ser visto em nossa companhia. A maioria de nós conhece a experiência de se sentir embaraçado por alguém – crianças se sentem embaraçadas pelos pais; os pais pelas crianças. Eu mesmo, algumas vezes, já me encontrei caminhando pela rua com alguém falando alto ou se comportando de maneira esquisita, desejando não ter estado lá. Mas Deus não se sente embaraçado pela companhia humana, quando esta companhia se afasta de sua auto-satisfação e está pronta para continuar ao seu lado. Podemos até pensar que Deus se envergonha da companhia humana, que é imperfeita, confusa e até mesmo pecadora. Mas Deus se sente feliz em ser o Deus de um povo confuso e pecador, quando esse povo reconhece sua própria confusão e enfrenta a verdade de suas necessidades. É isso que as grandes parábolas de Jesus, no evangelho de São Lucas, tanto mencionam, especialmente a Parábola do Coletor de Impostos.
Assim, no Natal, Deus mostra que não se envergonha de estar conosco. Ele ouviu os nossos gritos de fraqueza, as nossas incertezas e ansiedades. Ele olhou para o nosso caminhar e nossas angustias, e Ele não se envergonha de estar ao nosso lado, caminhando junto em nossa peregrinação. E porque Ele está contente de andar em nossa companhia, somos desafiados pela companhia da qual nos envergonhar de andar. Decidimos com muita facilidade nos sentirmos envergonhados de participar da companhia do pecador, do confuso ou do proscrito. Mas Deus, parece, não se envergonha de ser visto na companhia desse tipo de povo. Se Ele se envergonhasse de ser chamado o Deus de qualquer grupo humano, então o texto de Hebreus sugere de maneira enfática que Ele se sentiria muito mais embaraçado por aqueles que pensam que já chegaram ao fim de sua jornada, que pensam que já alcançaram a perfeição (compare as irônicas e desdenhosas palavras de São Paulo em I Coríntios 4:8: Vocês já tem tudo o que precisam. Já são ricos!). E está claro porque Deus se envergonharia de ser o Deus de tal povo: eles se comportam e falam como se não necessitassem de Deus, como se não necessitassem da graça, da esperança e do perdão.
Deus ama a companhia daqueles que conhecem as suas necessidades. E é por isso que Ele vem no Natal para permanecer com eles, viver com eles e morrer e ressuscitar por eles. Ele é o Deus que abençoa o pobre – e não só aqueles que são materialmente pobres – mas aqueles que não têm as ‘riquezas’ da auto-satisfação e do contentamento, aqueles que sabem muito bem o quanto lhes falta a verdadeira e completa humanidade. E assim precisamos transmitir esta bênção aos pobres de toda espécie, aqueles que não têm recursos materiais e aqueles que são “pobres de espírito”, porque conhecem a sua fome e as suas necessidades. Perguntemos honestamente a nós mesmos em que companhia nós nos sentiríamos envergonhados de estar – e então perguntemos onde Deus poderia estar. Se Ele acolheu o fracassado e o fragilizado mundo dos seres humanos, que conhecem as suas necessidades, então precisamos estar lá com Ele.
Que Deus nos conceda toda a bênção e alegria neste Natal.
+ Rowan Cantuar
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