segunda-feira, 29 de março de 2010

[1976 - 2010] 34 ANOS DE ANGLICANISMO EM HORIZONTINA

Horizontina recebeu os primeiros habitantes episcopais anglicanos com a transferência das famílias de Nestor Pedro da Luz e Hermeto Aguiar, procedentes de Santa Maria, onde freqüentavam a Igreja Catedral do Mediador. As duas famílias demonstraram interesse em receber assistência espiritual de sua Igreja. Assim, em 28 de março de 1976, o Deão da Catedral do Mediador de Santa Maria-RS, Revdo. Marçal Lopes de Oliveira, visitou pela primeira vez e realizou o 1º Culto da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil em Horizontina, no Templo da Igreja Evangélica de Confissão Luterana, gentilmente cedido.
Em 30 de julho de 1978, o bispo diocesano Olavo Ventura Luiz com sua Esposa, acompanhado pelo Revdo. Marçal, visitou pela primeira vez Horizontina, onde celebrou a Santa Eucaristia e recebeu em comunhão quatro pessoas através do Crisma.
Para dar força ao projeto missionário iniciado pelo Revdo. Marçal, a Igreja Episcopal dos Estados Unidos assumiu a questão financeira, e a Missão do Espírito Santo foi oficialmente inaugurada em 29 de setembro de 1982, passando a ser pastoreada pelo Revdo. Michael Richardson Long, missionário americano. Em 08 de setembro de 1984 foi lançada a pedra fundamental do Templo da Missão do Espírito Santo.
O Revdo. Michael Long foi primeiro reverendo episcopal anglicano a residir em Horizontina. Seguido do Revdo. Luiz Carlos Vieira, Revdo. Paulo Duarte(1992-2002), Revda. Vera Almeida(2005-2007) e Revdo. Antônio Ryscak(2008...). Outros reverendos também atenderam a Missão do Espírito Santo, mas não residiram em Horizontina, entre estes está o Revdo. Almir dos Santos vindo de Erechim, Revdo. Simon vindo de Santa Maria e, a Revda. Meriglei Borges Simim(2003-2004) a qual morou em Santa Rosa.
O projeto da Missão do Espírito Santo, lançado pelo Deão Marçal de Oliveira, visava criar comunidades em outras cidades próximas a Horizontina, inclusive alguns episcopais anglicanos residiam nas cidades de Três de Maio e Cerro Largo, mas o projeto de uma Região Diocesana começou a ser traçado com o trabalho missionário do Revdo. Paulo Duarte. Comunidades episcopais anglicanas nasceram em Santa Rosa, interior de Crissiumal e Bom Progresso.
O trabalho pastoral iniciado pelo Deão Marçal de Oliveira e continuado pelos demais reverendos, somado ao empenho de muitos leigos, construiu a Região Diocesana Noroeste, hoje composta por sete comunidades, umas maiores outras menores, ou ainda em estruturação, mas fiéis ao ensino de Jesus Cristo, o Cabeça da Igreja, vão ganhando força e deixando o jeito de ser episcopal anglicano, conhecido na região noroeste do estado do Rio Grande do Sul.

sábado, 6 de março de 2010

Dia Mundial de Oração

"O Dia Mundial de Oração é um movimento que reúne mulheres cristãs, de todo o mundo e de muitas tradições, para observar um dia comum de oração por ano. Em muitos países esse contato tem continuidade em reuniões de oração e trabalho.
- É um movimento iniciado por mulheres em 1887 e realizado em mais de 170 países e regiões.
- É um movimento simbolizado por uma celebração anual - primeira sexta-feira de março - à qual todos são bem vindos.
- É um movimento que aproxima mulheres de várias raças, culturas e tradições, estreitando o seu relacionamento, compreensão e trabalho.
Atrés do Dia Mundial de Oração, mulheres de todo mundo:
- Afirmam sua fé em Cristo;
- Compartilham suas esperanças e temores, suas alegrias e tristezas, suas oportunidades e necessidades.
Através do Dia Mundial de Oração, as mulheres reconhecem que a oração e a ação são inseparáveis e que ambas têm incontestável influência no mundo."(Liturgia p/ o Dia Mundial de Oração 2010)

A cada ano um grupo de mulheres de um determinado país do mundo organiza a liturgia. Neste ano de 2010 a liturgia foi organizada por 48 mulheres de diversas igrejas da República de Camarões. Expondo um pouco mais sobre a realidade deste país, pelo qual as orações são elevadas.
Em Horizontina, tradicionalmente nos reunimos como membros das Igrejas: Episcopal Anglicana, Católica Romana, Evangélica Luterana, Confissão Luterana e Congregacional. Neste ano o Culto aconteceu no dia 5 de março no Templo da Igreja Evangélica Congregacional do Brasil.
Seguem algumas fotos:





quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Vídeo da Campanha da Fraternidade Ecumênica - 2010

Acompanhemos o video com a apresentação da CFE 2010, através do link:
http://www.youtube.com/cnbbnacionalbrasilia?gl=BR&hl=pt#p/a/u/0/yBodXbTKo9o


Em Horizontina o culto ecumênico alusivo a CFE 2010 acontece no próximo dia 24 de março as 19h30m no Templo da Missão do Espírito Santo, Igreja Episcopal Anglicana do Brasil. Além de envolver as três igrejas membro do CONIC que estão presentes na cidade: Igreja Católica Apostólica Romana, Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil e Igreja Episcopal Anglicana do Brasil; também participam: Igreja Evangélica Luterana do Brasil e a Igreja Evangélica Congregacional do Brasil.

GLÓRIA: ALGO QUE SEMPRE BUSCAMOS, MAS NUNCA ALCANÇAREMOS

Ao lermos textos como de Gn 1,26-30, onde o ser humano aparece como imagem de seu criador e tem domínio sobre todas as coisas; Sl 8,5, onde o ser humano é tido como um pouco menor do que Deus, e que foi coroado com glória e honra, somos motivados a nos enchermos de orgulho, nos sentirmos grandes, fortes, poderosos, etc. E me parece claro aí que a idéia de nos sentirmos seres super poderosos, cheios de glória, sempre fez parte de nossa existência, pois estes textos, por mais inspirados que possam ser, foram escritos por seres humanos, os quais jamais admitiriam ficar em segundo plano no projeto da criação, jamais admitiriam limites.

Este estado de glória por nós mesmos nos concedido, está nos levando a nossa própria destruição, pois pisamos e destruímos uns aos outros, pisamos e destruímos o planeta - nossa casa comum - e toda a criação, pois temos “domínio” sobre tudo e todos, achamos inclusive que temos domínio sobre Deus, quem nos criou.

Quando assumimos um trabalho seja pastoral ou secular sempre temos a tendência de nos acharmos os melhores, “perfeitos”. Aqueles que vieram antes ou que futuramente possam me substituir jamais chegaram ou chegarão aos meus pés. Este pode ser até o sentimento, mas aí, vem a queda, vem a ruína, quando percebemos, somos meros servos inúteis, e ao menor descuido tudo vira pó. Ao estarmos acompanhando as Sagradas Escrituras temos que também olhar textos como Gn 3 e 4, onde o ser cheio de glória e poder se deixa levar pela tentação e motivado pela inveja se volta contra seu semelhante. O paraíso é perdido, a vergonha e o pecado agora fazem parte da vida do ser cheio de glória e poder. É por isso que afirmamos e cremos que as Sagradas Escrituras são inspiradas por Deus, por mais que tenham sido escritas por mãos humanas - limitadas e falhas.

Ó Senhor quem é o homem, que dele te lembres? E o filho do homem, que o visites?

Independente do que somos, quem somos e o que estamos fazendo, não devemos nos esquecer das sábias e inspiradas palavras do apóstolo Paulo: “porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum, pois o querer o bem está em mim; não, porém, o efetuá-lo. Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço”(Rm 7,18-19). É interessante ter em mente que o mesmo apóstolo que se considera o apóstolo que mais trabalhou, mas também afirma,

ser o menor dos apóstolos… não sendo digno de ser chamado apóstolo. Enquanto o ser de glória e de poder falava por um lado, o Espírito Santo de Deus que habitava em Paulo o alertava e o mantinha em seu devido lugar. E caminhando sob inspiração do Espírito que Paulo pode hoje ser considerado exemplo de fé e discipulado a qualquer um de nós.

A glória pode até ser buscada, mas a glória que é nos concedida por Deus, pois é somente a Ele que pertence toda honra e glória, nos céus e na terra e, é esse mesmo Deus que nos concede a sua benção e nos chama para ter vitória no nome de seu Filho Jesus Cristo. É por isso que o apóstolo Paulo nos desafia: Corramos, com perseverança, a carreira que está nos proposta, olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus (Hebreus 12:1-2). Nenhum discípulo é maior que seu Senhor, a cruz é parte da nossa vida, e deve ser levada e suportada com fé, pois nosso Mestre venceu e nos garantiu a vitória também, mas pular etapas não nos é permitido.

“Tu és digno, Senhor e Deus nosso,

de receber a glória, a honra e o poder,

porque todas as coisas tu criaste,

sim, por tua vontade

vieram a existir e foram criadas”

(Ap 4,11)


terça-feira, 29 de dezembro de 2009

DAS TREVAS PARA A LUZ

Antônio Ryscak+

Estamos vivendo mais uma vez o clima de Natal, mas para não correr o risco de nos afastarmos de seu verdadeiro significado vamos, baseados nas Sagradas Escrituras, fazer algumas afirmações sobre a vida do povo de Deus antes e depois do Nascimento de Jesus. E desta forma teremos uma melhor compreensão da importância da manifetação da Glória de Deus através do Menino de Belém.

Primeiro algumas palavras sobre o nosso princípio: “No princípio, criou Deus os céus e a terra. A terra, porém, estava sem forma e vazia; havia trevas sobre a face do abismo...”(Gn 1,1-2). Essa realidade de caus foi transformada em Paraíso, e foi nessa realidade que o Ser Humano foi colocado. Mas por opção própria, por desobediência, pela vontade de ser um deus, senhor de si mesmo o Ser Humano deixa-se envolver pela tentação e o pecado passa a existir. A partir daí, o mal é uma realidade.

O povo de Deus vivia sobre as trevas, mas Deus não nos deixou sós. Não nos abandonou e passa a projetar inúmeras ações para fazer com que o ser humano voltasse atrás em sua decisão. Ações que levassem o ser humano a conversão, ou seja, a mudança de vida. Como Deus, não tinha como pegar o ser humano pela mão e tirá-lo do caminho do mal e colocá-lo no caminho do bem, pois assim estaria contrariando a sua decisão de nos constituir possuidores de livre arbítrio, passa a enviar mensageiros para nos convencer de que o caminho do bem é que nos leva a plenitude de vida.

E foi em meio a grandes desafios e muito sofrimento enfrentado pelo Povo de Deus, um ser humano inspirado por Deus, chamado Isaías, passa a anunciar uma realidade diferente, a possibilidade de uma vida nova. Um destes anúncios ouvimos na primeira leitura de hoje(Is 9,2-7): “o povo que andava em trevas viu uma grande luz, e aos que viviam na região da sombra da morte, resplandeceu-lhes a luz” (Is 9,2). Isaías também fala em quebrar o jugo que pesava sobre nós. Uma realidade de caos, de sofrimento e de guerra passa a ser governada pelo príncipe da Paz. A esperança, na vida do povo de Deus, renasce. A paz sem fim pode ser uma realidade.

Mas de cara, algo nos chama atenção, essa paz duradoura não vem através de um guerreiro, um rei poderoso que vem liderando um exército armado. Não. Essa paz duradoura vem através de um menino, através de uma criança.

Depois de ter enviado inúmeros mensageiros para nos chamar de volta ao caminho do bem e ver que o ser humano permanecia, em sua teimosia, deixando-se levar pelo mal, resolve vir a nós em pessoa. Jesus é para nós o Emanuel, “Deus Conosco”. Deus que assume nossa natureza para assim, nos ensinar através do seu jeito de viver e através de sua Palavra, como podemos viver livres trilhando pelo caminho do bem. Pois, Jesus, embora tenho sofrido tentações, não se deixou levar, não se deixou desviar do caminho verdadeiro e não pecou. E não usou de sua condição de Deus – Ele viveu como um de nós – Mas, podemos nos perguntar: como isso é possível? Para compreendermos essa realidade devemos olhar para a vida de Jesus. Inúmeras vezes vemos através dos evangelhos, Ele saindo para um lugar a parte para orar, para conversar com o Pai, e da mesma forma como em inúmeras passagens vemos Jesus se dirigindo ao Templo ou a Sinagoga, lugar de oração comunitária. A oração individual e comunitária era uma realidade na vida de Jesus. A oração era a maior demonstração da comunhão entre Jesus e seu Pai, e essa comunhão era o que fazia com que Ele permanecesse firme em seu caminho, em sua missão. Seguindo seu exemplo somos chamados a reforçarmos cada vez mais a nossa comunhão com o Pai e é dessa forma que nos manteremos firmes na sua vontade.

No Menino de Belém, a graça de Deus se manifesta a todo o povo. A salvação é uma possibilidade a todos nós. É nessa altura de nossa reflexão que pode surgir mais um dúvida: Se a salvação veio a nós através de Jesus, porque ainda existe sofrimento, dor, tristeza?

Para responder a essa dúvida devemos nos lembrar do texto da epístola de São Paulo a Tito. Ele nos fala que a “graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens educando-nos para que renegados a impiedades e as paixões mundanas, vivamos no presente século, sensata, justa e piedosamente, aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus” (Tt 2,11-13). A graça manifesta em Jesus veio para nos educar e capacitar para a manifestação plena da glória. Ou seja, na sua primeira vinda Jesus dá início ao processo de salvação da humanidade e a plenitude desta salvação acontecerá na sua segunda vida, no fim dos tempos, como Ele mesmo nos garantiu. A respeito disso algumas palavras são necessárias, pois inúmeras afirmações errôneas são feitas. Segundo minha fé, esse fim dos tempos que Jesus nos fala não é o fim do mundo, fim da humanidade e o pior é afirmar que Deus seria o autor deste acontecimento, nisso eu não acredito e tenho certeza que nenhum dos meus colegas que tem muitos anos a mais de ministério do que eu, acredita. O que Jesus fala é na plenitude dos tempos, ou seja, a realização plena da salvação. Uma realidade de paz duradoura, onde Deus será o nosso único Senhor, onde purificados de nossas iniqüidades viveremos definitivamente em seu Reino.

A boa nova de grande alegria para todo o povo, anunciada pelo anjo aos pastores, é essa: a graça de Deus se manifestou em Jesus e é essa graça que nos conduz a manifestação da Glória de Deus, nos conduz a vida plena em Deus. Portanto, deixemos que luz do natal que nos vem através de um menino/de uma criança, reacenda em nós a esperança de uma vida plena. E que esta luz nos aperfeiçoe para que estejamos preparados para a manifestação dessa realidade, na plenitude dos tempos.

Tendo em mente as grandes maravilhas que Deus tem operado a nosso favor, o que temos de afirmar, hoje e sempre, com toda a força, com toda a energia, juntando-nos com o coro celestial é:

“GLÓRIA A DEUS NA MAIORES ALTURAS, E PAZ NA TERRA ENTRE OS HOMENS A QUEM ELE QUER BEM”

Que Deus nos abençoe e aperfeiçoe. Amém.

Sermão proferido nos cultos de Natal da Matriz do Crucificado de Bagé e Paróquia do Natal em Dom Pedrito.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Celebrações de Natal 2009

O ano de 2009 apresentou a região diocesana noroeste vários desafios, mas com muito empenho e luta de muitas pessoas que trabalharam em comunhão, chega ao seu final sendo um ano muito abençoado. Além dos eclesianos, amigos e parceiros da Igreja local, contamos com o apoio da Micro-Região Ipira-SC. Somos muito gratos a todos.
Uma nova comunidade nasceu, muitos famílias passaram a congregar conosco, ou seja, a Região Diosesana Noroeste vem sendo abençoada por Deus, ganhando força e se estruturando a cada dia que passa. Os desafios do ano de 2010 estão centrados na restruturação da Comunidade Santa Mônica de Santa Rosa e no início da comunidade anglicana na cidade de Três Passos.
A todos que contribuíram de uma ou de outra forma para chegarmos até aqui, aos que acompanharam a caminhada de nossa região através deste blog, desejamos um ano novo de muitas bençãos e conquistas. Contamos com as orações de todos para que continuemos fiéis a missão que Deus nos confiou como Igreja nesta região do nosso estado.
QUE DEUS NOS ABENÇOE.
Segue a partilha de fotos dos Cultos de Natal, encontros muito abençoados que nos serviram de inspiração para entrarmos no novo ano com a certeza de que Deus está ao nosso lado, dirigindo nossos passos.
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Durante o Tempo de Advento a Comunidade do Espírito Santo esteve se reunindo em grupos familiares, encontros muito abençoados sendo um espaço de oração e louvor. Em cada encontro era destacada uma frase bíblica, uma estrofe de um canto ou oração e foram constituíndo um cartáz que foi colocado diante do altar em ofertório como um símbolo da caminhada dos encontros de advento.

Missão Espírito Santo

Comunidade São Francisco de Assis

Presépio na Capela São Francisco
Comunidade São Miguel e Todos os Anjos

Comunidade Santa Maria