Partilhando Lambeth 2008 com nossa gente
Uma semana se passou, já podemos ter uma retrovisão mais tranqüila, com maior discernimento. E esta palavra é chave a fim de que possamos compreender e valorizar o que ocorreu entre 10 de julho e 04 de agosto de 2008.
Colocamos o período inicial de 10 a 15 de julho porque foi o tempo de hospitalidade, quando os bispos se dividiram entre as diversas dioceses da Inglaterra, Gales, Escócia e Irlanda, para adaptação ao fuso horário (mais 4 h em relação ao Brasil) e à cultura local dos nossos hospedeiros. Eleci e eu ficamos junto à Catedral da Diocese de Southwark, na parte Sul de Londres, com nosso antigo e belo amigo, Deão Colin Slee e família, na casa paroquial à beira do Tâmisa, quase defronte à "Ponte do Milênio". O bispo diocesano, Tom Butler, e sua esposa, receberam-nos em sua casa para uma recepção aos onze bispos visitantes mais os seus três bispos sufraganeos, com as respectivas esposas. Alem de nós, eram visitantes três bispos do Zimbabwe e sete do Canadá. Foi uma rica experiência de interação entre os bispos, uma micro experiência do que seria esta Conferência de Lambeth. E todos juntos fomos para Canterbury (Cantuária) na manhã do dia 15.
A maioria dos brasileiros já se encontrava no Parkwood, da Universidade de Kent. Era necessário caminhar uns dois a três quilômetros para chegar ao local das refeições e ao local das Celebrações Litúrgicas e reuniões conjuntas: a "Grande Tenda". Mas havia transporte disponível de 15 em 15 minutos.
Éramos cerca de 650 bispos, cônjuges, e cerca de 500 assessores, incluindo participantes ecumênicos. Só não compareceram bispos da Nigéria, Uganda e Ruanda. Uma fonte de comunicação afirmou que faltaram cerca de 220 bispos anglicanos que fizeram boicote ou foram proibidos por seus Primazes (!?) de comparecer.
A gente sabia da grande tensão que rodeava esta Conferência, e a imprensa secular anunciava o que gosta de anunciar: "A Comunhão Anglicana está em crise! Vai rachar! Quem sabe desaparecer!..."
Facilmente "observamos os corvos em volta, sem perceber os pássaros da esperança e da paz". Esquecemos que ninguém pode aprisionar o Espírito Santo.
Para nós foi a segunda Conferência. Inclusive participei do Grupo de Planejamento da Lambeth 1998. Isso forneceu para a gente a capacidade de ver falhas, mas também permitiu o reconhecimento tácito de que a mudança de método contribuiu inquestionavelmente na formatação do rosto deste encontro internacional dos bispos anglicanos, que acontece apenas de 10 em 10 anos, desde 1867.
Esse método evitou os plenários para a tomada de decisões. Na verdade Lambeth nunca teve em seu objetivo decidir e ditar para a Comunhão Anglicana o caminho a seguir. O próprio Arcebispo Rowan Williams insistiu que Lambeth se concentrasse em dois temas: (a) equipar os bispos para a Missão; (b) fortalecer a Identidade Anglicana. O cerne do nosso encontro de bispos foi a partilha em grupos: Grupos de Estudo Bíblico e Grupos Indaba. O primeiro era composto por 8 bispos, o segundo por 40 bispos, ou seja, cinco grupos de estudo bíblico. Isso permitiu que os grupos Indaba (palavra zulu que significa debater todos os aspectos de uma determinada situação sem intenções de tomar decisões a respeito, mas com tempo e espaço para todos) fossem se transformando em verdadeiras comunidades. Havia um facilitador, um secretario (staff) e um representante do grupo para a formatação dos relatórios. Na parte da tarde havia reuniões plenárias para escutar os relatórios e fazer emendas.
Isso foi possível num ambiente de paciência e respeito, de compreensão das realidades diferentes, das interferências que os ambientes e culturas diversas oferecem na vivencia de nossa fé, dentro da maneira de ser anglicana, porque nos três primeiros dias da Conferência tivemos um Retiro na Catedral de Cantuária excelentemente orientado pelo nosso Arcebispo, assim como pelas liturgias de cada dia, e pela convivência que cultivamos entre nos todos.
Ainda que tivéssemos nossas devoções e refeições conjuntamente, as esposas e os esposos (havia cerca de 20 bispas ,participantes!) também tinham uma programação separada, incluindo o mesmo estudo bíblico em torno do Evangelho de São João. Foram momentos que permitiram uma verdadeira terapia grupal e profunda reflexão sobre a unidade da Igreja, com muito amor e oração pelo que estava ocorrendo durante os nossos trabalhos. Liderava esses trabalhos a Dra. Jane Williams, esposa do Arcebispo de Cantuária. Seus outros trabalhos, palestras e oficinas (musica, liturgia, missão, projetos sociais, redes anglicanas, etc) foram especialmente voltados para a partilha de suas vivencias, ministérios e dificuldades dos diversos contextos de que provinham, alem de exposições e passeios.
Muitos eventos foram oferecidos em horários da tarde e noite, com freqüência voluntária. E muitas noites tivemos momentos de socialização e convivência.
No dia 24 de julho todos fomos as ruas de Londres, passando pelo Parlamento Britânico, até o Palácio de Lambeh, residência do Arcebispo de Cantuária. Todos nós de batina rocha, empunhando cartazes e guarda chuvas, pressionando os governos a atenderem de imediato os "objetivos do milênio", aprovados pela ONU. Cantamos diversas vezes, em português e inglês, o Caminhando pela luz de Deus. Sem dúvidas, foi um poderoso gesto que foi ouvido e visto nos mais diversos cantos do mundo; mostrando uma Igreja que se interessa profundamente pelo que acontece em nossa volta.
O documento final da Conferencia se chama "Reflexões sobre a Conferência de Lambeth". Ele trata de Missão e Evangelização, Meio Ambiente, Ecumenismo, Dialogo com outras Fés, Identidade Anglicana, Homossexualismo, Autoridade das Escrituras no Pensamento Anglicano, o Pacto Anglicano, o Processo de Windsor (recomendações dos Primazes) e Recomendações para o trabalho dos Grupos de Continuação, incluindo o pedido de moratória (que sejam suspensas as ordenações de bispos homossexuais que vivam com pessoa do mesmo gênero, benção de casais gays, e a ultrapassagem de limites provinciais sem permissão).
É reafirmada a posição da diocese como a unidade básica da Igreja, a fronteira onde devemos estar na Missão com maior ênfase. A partir dessa afirmação se questionou o papel deveras hierárquico que vem sendo dado ao Conselho de Primazes nos últimos 10 anos, e se enfatizou a importância do Conselho Consultivo Anglicano na tomada de decisões, onde se incluem bispos, clérigos e leigos, conjuntamente, ainda que seja da nossa tradição que qualquer decisão se torna efetiva somente após concordância da maioria das Províncias Anglicanas.
O papel dos "Quatro Instrumentos de Unidade da Comunhão Anglicana" (Arcebispo de Cantuária, Conferência de Lambeth, Conselho Consultivo Anglicano e o Encontro de Primazes) é reafirmado, assim como as "Cinco Marcas da Missão" (proclamação / batismo e nutrição / serviço aos necessitados / luta pela justiça / integridade da criação).
É fundamental a leitura deste documento final, que relata o que foi dialogado, as alternativas levantadas, e o caminho a seguir nos próximos anos. Entretanto, queremos aqui ressaltar a atmosfera do nosso encontro, que renovou em todos a experiência e a esperança de que como anglicanos, ainda que diferentes, podemos estar juntos.
No sábado, véspera do encerramento, houve um encontro com representantes dos "stewards"(cerca de 70 jovens anglicanos de diferentes nacionalidades que nos ajudaram todo o tempo). Uma jovem afirmou, em testemunho espontâneo, que o que ela vira e sentira ali por três semanas fora a sintonia e harmonia de diferentes bispos e cônjuges, num belo exemplo do que significa ser cristão anglicano.
Pessoalmente, entendemos que precisamos nos entreajudar por maneiras criativas, incentivando a partilha teológica e ministerial ("não se ama quem não se conhece!"), o estudo da hermenêutica bíblica, sempre se afastando de qualquer tentativa de estabelecer limites ou regras que em geral tem sido utilizadas mais como meio de excluir ou silenciar o próximo. Há muita coisa a ser esclarecida e resolvida em família.
Como disse alguém, em um dos grupos Indaba, esta Conferência de Lambeth nos convida a uma Década de Partilha e Generosidade, mantendo-nos caminhando juntos, conversando juntos e juntos escutando-nos mutuamente.
+Jubal e Eleci Neves
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
domingo, 10 de agosto de 2008
Para refletir
Um calouro arrogante, que estava assistindo a um jogo de futebol, tomou para si a responsabilidade de explicar a um senhor já maduro, próximo dele, por que era impossível a alguém da velha geração entender esta geração.
- Vocês cresceram em um mundo diferente, um mundo quase primitivo, o estudante disse alto e claro de modo que todos em volta pudessem ouvi-lo. Nós, os jovens de hoje, crescemos com televisão, aviões a jato, viagens espaciais, homens caminhando na Lua, nossas espaçonaves tendo visitado Marte. Nós temos energia nuclear, carros elétricos e a hidrogênio, computadores com grande capacidade de processamento e ....
Fazendo uma pausa para tomar outro gole de refrigerante louríssimo, o senhor se aproveitou do intervalo do gole para interromper a liturgia do estudante em sua ladainha e disse: - Você está certo, filho. Nós não tivemos essas coisas quando nós éramos jovens... por isso nossa geração as inventou. E você, um coisinha arrogante dos dias de hoje, o que você está fazendo para a próxima geração?'
Foi aplaudido ruidosamente! O arrogante escafedeu-se.
- Vocês cresceram em um mundo diferente, um mundo quase primitivo, o estudante disse alto e claro de modo que todos em volta pudessem ouvi-lo. Nós, os jovens de hoje, crescemos com televisão, aviões a jato, viagens espaciais, homens caminhando na Lua, nossas espaçonaves tendo visitado Marte. Nós temos energia nuclear, carros elétricos e a hidrogênio, computadores com grande capacidade de processamento e ....
Fazendo uma pausa para tomar outro gole de refrigerante louríssimo, o senhor se aproveitou do intervalo do gole para interromper a liturgia do estudante em sua ladainha e disse: - Você está certo, filho. Nós não tivemos essas coisas quando nós éramos jovens... por isso nossa geração as inventou. E você, um coisinha arrogante dos dias de hoje, o que você está fazendo para a próxima geração?'
Foi aplaudido ruidosamente! O arrogante escafedeu-se.
Convite
A Missão do Espírito Santo, Igreja Episcopal Anglicana de Horizontina promove: Jantar Pró-Reforma do Templo, no dia 16 de agosto do corrente ano. O cardápio inclui galinhada, pão e saladas diversas, ao preço de R$ 3,00 individual e R$ 5,00 o casal. A festa acontece no Salão Comunitário Anglicano, localizado à Rua Santos Dumont, n° 99, sub-solo, Bairro Recanto do Sol.
Neste dia a transmissão do programa Embalos da Noite da Rádio Comunitária Virtual FM 96.1, será de nosso Salão Comunitário, com início as 18hrs. O programa sempre conta com a apresentação de vários artistas locais. Logo depois do programa a festa continua com excelente animação.
Os cartões para o Jantar podem ser adquiridos com a diretoria da Missão do Espírito Santo e na Casa Pastoral com o pastor, localizada à Rua Santos Dumont, 41, no bairro Recanto do Sol. Informações pelo fone 3537 6392.
Todos estão convidados.
Neste dia a transmissão do programa Embalos da Noite da Rádio Comunitária Virtual FM 96.1, será de nosso Salão Comunitário, com início as 18hrs. O programa sempre conta com a apresentação de vários artistas locais. Logo depois do programa a festa continua com excelente animação.
Os cartões para o Jantar podem ser adquiridos com a diretoria da Missão do Espírito Santo e na Casa Pastoral com o pastor, localizada à Rua Santos Dumont, 41, no bairro Recanto do Sol. Informações pelo fone 3537 6392.
Todos estão convidados.
domingo, 20 de julho de 2008
A Missão do Espírito Santo celebrou mais uma grande festa
No sábado -19/07/08 - o programa Integração/Embalos da Noite da Rádio Comunitária Virtual FM 96.1 foi transmitido ao vivo de nosso Salão Comunitário. Embalos da Noite é um programa de auditório que abre espaço para artistas locais apresentarem seu talento diante da população horizontinense. Na oportunidade a comunidade ofereceu um gostoso carreteiro. A transmissão do programa de nosso Salão Comunitário acontece em todo terceiro sábado de cada mês.
Aproximadamente setenta pessoas prestigiaram o evento, podendo se divertir a vontade, além de jantar muito bem. Destaca-se a participação de pessoas que não conheciam o espaço e, quem sabe, nem ouviram falar da Igreja. Ou seja, estamos alcançando nosso auto-sustento e nos tornando conhecidos na cidade e região.
Destaca-se o empenho dos membros da comunidade na divulgação e na preparação do evento, além da parceria da Rádio Comunitária Virtual FM, que tem contribuído na divulgação de nossos eventos e atividades, sendo um parceiro importante na reestruturação de nossa comunidade. E de modo especial elevamos nossa ação de graças a Deus, nosso Senhor, por estar nos inspirando e dirigindo na reestruturação desta comunidade. A Ele seja toda honra e glória.
Aproximadamente setenta pessoas prestigiaram o evento, podendo se divertir a vontade, além de jantar muito bem. Destaca-se a participação de pessoas que não conheciam o espaço e, quem sabe, nem ouviram falar da Igreja. Ou seja, estamos alcançando nosso auto-sustento e nos tornando conhecidos na cidade e região.
Destaca-se o empenho dos membros da comunidade na divulgação e na preparação do evento, além da parceria da Rádio Comunitária Virtual FM, que tem contribuído na divulgação de nossos eventos e atividades, sendo um parceiro importante na reestruturação de nossa comunidade. E de modo especial elevamos nossa ação de graças a Deus, nosso Senhor, por estar nos inspirando e dirigindo na reestruturação desta comunidade. A Ele seja toda honra e glória.
terça-feira, 8 de julho de 2008
“Não penseis que vim trazer paz à terra; não vim trazer paz , mas espada”
Nas palavras de Rev. Carlos Calvani, pastor e teólogo anglicano, “O texto do evangelho de hoje definitivamente se insere na categoria daqueles que muitas pessoas prefeririam que não estivesse nas Escrituras, por considerá-lo muito radical”. Realmente as palavras de Jesus parecem se chocar com a proposta do Evangelho – proposta de paz, amor ao próximo; Divisão entre pais e filhos, divisões na família, parecem se chocar com a proposta do príncipe da paz. Parece, mas não se chocam.
Mas antes de qualquer reflexão é preciso entender duas coisas:
- Primeiro é necessário que entendamos o contexto do evangelho de São Mateus. Pois este evangelho é destinado a uma comunidade de judeus convertidos ao cristianismo, que sofriam pressão e perseguição por parte de seus familiares que ainda permaneciam no judaísmo. É exatamente para neste contexto que o evangelista Mateus encaixa os ensinamentos de Jesus Cristo.
- Em segundo lugar quem se converte – literalmente muda de direção. A opção por Cristo, a opção pelo Reino exige rompimento com as estruturas injustas da sociedade, rompimento com a cultura opressora e contra tudo o que se opõe a vida. “Não é possível servir a dois senhores”. Ou eu sirvo a Cristo e ao seu Reino, ou eu sirvo ao mal, ao pecado. Não posso me curvar diante de Deus e diante do mal. E É claro que dentro desse rompimento podem estar envolvidos laços familiares.
- Em terceiro lugar é necessário lembrar do primeiro mandamento: amor a Deus sobre todas as coisas. A opção radical por Deus não é afastamento da família. A própria teologia muçulmana, por exemplo, ensina que um dos preceitos básicos do Islã é o respeito à família e a obediência aos pais. Porém, o Islã ensina que isso jamais pode estar acima do compromisso com Alá. Se a família é um obstáculo para seguires as regras do corão é melhor romper com ela, pois o compromisso primeiro é com Alá.
Esse é o contexto do evangelho, o texto do evangelho dentro da realidade para a qual foi escrito. Agora para maioria de nós que nascemos em famílias cristãs, essa oposição pode não aparecer tão clara. Mas eu tenho um exemplo dentro da minha família que se encaixa nesse contexto: Meu pai desde muito tempo é anglicano e para ele todos os seus filhos deveriam ser anglicanos. Quando duas das minhas irmãs se converteram para outras denominações religiosas, ele literalmente as condenou - ficando rompido com elas durante muito tempo - e condena até hoje, convive com elas, mas jamais vai aceitar aquela realidade como algo normal.
Mas as palavras de Cristo são diretas, “quem não toma sua cruz e vem após mim não é digno de mim”. Como mencionamos acima, converter é mudar de direção, mudar de vida. Aquela história que eu me converto, e vou dando uma escapadinha aí outra ali, não funciona. O mal vicia. Ou seja, quem rouba uma caneta pode tranqüilamente roubar um carro, pois a atitude é a mesma: apropriar-se de algo que não lhe pertence.
O mal, pecado, pode virar uma rotina. Quem fala palavrão acaba freqüentemente soltando um, muitas vezes sem perceber, é algo automático. Agora se você é moderado, mesmo em situações estremas as palavras que saíram de sua boca serão de paz.
O bom dessa história é que assim como o mal vicia e pode se tornar uma constante. O bem tem o mesmo resultado. Pois atitudes de bem, em favor da vida, geram outras atitudes de bem, em defesa da vida.
É importante que durante esta semana, possamos refletir até que pondo a cultura, a sociedade na qual vivemos muitas vezes nos leva a trilhar por caminhos contrários aos de Cristo. Conceitos formulados por nossas famílias, muitas vezes são preconceituosos e contra a dignidade humana. É importante sabermos romper com esta bagagem negativa, e introduzir na família e na sociedade os valores do evangelho.
É importante falarmos ainda do nosso batismo. No batismo nós morremos com Cristo para o pecado, e ressuscitamos com Ele para a vida. Portanto em nossa vida devemos buscar nos moldar de acordo com os ensinamentos de nosso Mestre. Ele é que nos ensinou como podemos viver, sendo livres e longe do pecado. Eu não sou escravo de Deus caso andar pelo caminho do bem.
Temos diante de nós as duas opções o mal e o bem. Podemos ser escravos do pecado. Mas podemos ter vida plena ao dizermos não ao pecado e sim à Deus. O pecado humilha, escraviza e mata. O bem nos traz a paz, a felicidade, a vida plena.
De acordo com o Apostolo Paulo: "Se teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede de-lhe de beber; porque fazendo isto, amontoarás brasas vivas sobre sua cabeça. Não te deixes vencer do mal, mas vença o mal com o bem" (Rm 12.20-21)
Mas antes de qualquer reflexão é preciso entender duas coisas:
- Primeiro é necessário que entendamos o contexto do evangelho de São Mateus. Pois este evangelho é destinado a uma comunidade de judeus convertidos ao cristianismo, que sofriam pressão e perseguição por parte de seus familiares que ainda permaneciam no judaísmo. É exatamente para neste contexto que o evangelista Mateus encaixa os ensinamentos de Jesus Cristo.
- Em segundo lugar quem se converte – literalmente muda de direção. A opção por Cristo, a opção pelo Reino exige rompimento com as estruturas injustas da sociedade, rompimento com a cultura opressora e contra tudo o que se opõe a vida. “Não é possível servir a dois senhores”. Ou eu sirvo a Cristo e ao seu Reino, ou eu sirvo ao mal, ao pecado. Não posso me curvar diante de Deus e diante do mal. E É claro que dentro desse rompimento podem estar envolvidos laços familiares.
- Em terceiro lugar é necessário lembrar do primeiro mandamento: amor a Deus sobre todas as coisas. A opção radical por Deus não é afastamento da família. A própria teologia muçulmana, por exemplo, ensina que um dos preceitos básicos do Islã é o respeito à família e a obediência aos pais. Porém, o Islã ensina que isso jamais pode estar acima do compromisso com Alá. Se a família é um obstáculo para seguires as regras do corão é melhor romper com ela, pois o compromisso primeiro é com Alá.
Esse é o contexto do evangelho, o texto do evangelho dentro da realidade para a qual foi escrito. Agora para maioria de nós que nascemos em famílias cristãs, essa oposição pode não aparecer tão clara. Mas eu tenho um exemplo dentro da minha família que se encaixa nesse contexto: Meu pai desde muito tempo é anglicano e para ele todos os seus filhos deveriam ser anglicanos. Quando duas das minhas irmãs se converteram para outras denominações religiosas, ele literalmente as condenou - ficando rompido com elas durante muito tempo - e condena até hoje, convive com elas, mas jamais vai aceitar aquela realidade como algo normal.
Mas as palavras de Cristo são diretas, “quem não toma sua cruz e vem após mim não é digno de mim”. Como mencionamos acima, converter é mudar de direção, mudar de vida. Aquela história que eu me converto, e vou dando uma escapadinha aí outra ali, não funciona. O mal vicia. Ou seja, quem rouba uma caneta pode tranqüilamente roubar um carro, pois a atitude é a mesma: apropriar-se de algo que não lhe pertence.
O mal, pecado, pode virar uma rotina. Quem fala palavrão acaba freqüentemente soltando um, muitas vezes sem perceber, é algo automático. Agora se você é moderado, mesmo em situações estremas as palavras que saíram de sua boca serão de paz.
O bom dessa história é que assim como o mal vicia e pode se tornar uma constante. O bem tem o mesmo resultado. Pois atitudes de bem, em favor da vida, geram outras atitudes de bem, em defesa da vida.
É importante que durante esta semana, possamos refletir até que pondo a cultura, a sociedade na qual vivemos muitas vezes nos leva a trilhar por caminhos contrários aos de Cristo. Conceitos formulados por nossas famílias, muitas vezes são preconceituosos e contra a dignidade humana. É importante sabermos romper com esta bagagem negativa, e introduzir na família e na sociedade os valores do evangelho.
É importante falarmos ainda do nosso batismo. No batismo nós morremos com Cristo para o pecado, e ressuscitamos com Ele para a vida. Portanto em nossa vida devemos buscar nos moldar de acordo com os ensinamentos de nosso Mestre. Ele é que nos ensinou como podemos viver, sendo livres e longe do pecado. Eu não sou escravo de Deus caso andar pelo caminho do bem.
Temos diante de nós as duas opções o mal e o bem. Podemos ser escravos do pecado. Mas podemos ter vida plena ao dizermos não ao pecado e sim à Deus. O pecado humilha, escraviza e mata. O bem nos traz a paz, a felicidade, a vida plena.
De acordo com o Apostolo Paulo: "Se teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede de-lhe de beber; porque fazendo isto, amontoarás brasas vivas sobre sua cabeça. Não te deixes vencer do mal, mas vença o mal com o bem" (Rm 12.20-21)
sexta-feira, 27 de junho de 2008
Missão do Espírito Santo celebra sua Festa Junina
A Missão do Espírito Santo realizou no último dia 21 de junho do corrente ano, sua festa junina. Apesar do frio um bom número de pessoas se fez presente no evento. Com muita música, comida e bebida o povo pode se aquecer e celebrar uma bela festa.
Vale destacar o empenho de toda a comunidade, na arrecadação de prémios e outras doações, bem como na divulgação e organização da festa. Ainda destaca-se a divulgação da festa pela Rádio Comunitária Virtual FM 96.1.
O sucesso do evento foi consequência do trabalho e empenho de todos, e assim passo a passo a Missão do Espírito Santo vai alcançando seu auto-sustento e caminhando em direção de seu objetivo maior, a reforma de seu templo. Templo este que completa 25 anos de sua construção e consagração no ano de 2009.
Pedimos a Deus, nosso Senhor, inspiração e força nesta caminhada.
Vale destacar o empenho de toda a comunidade, na arrecadação de prémios e outras doações, bem como na divulgação e organização da festa. Ainda destaca-se a divulgação da festa pela Rádio Comunitária Virtual FM 96.1.
O sucesso do evento foi consequência do trabalho e empenho de todos, e assim passo a passo a Missão do Espírito Santo vai alcançando seu auto-sustento e caminhando em direção de seu objetivo maior, a reforma de seu templo. Templo este que completa 25 anos de sua construção e consagração no ano de 2009.
Pedimos a Deus, nosso Senhor, inspiração e força nesta caminhada.
quinta-feira, 26 de junho de 2008
Programa "Rompendo em Fé" Rádio Comunitária Virtual FM 96.1
A Missão do Espírito Santo teve uma conquista muito importante, desde maio de 2008 iniciou o programa "Rompendo em Fé", posto no ar pela Rádio Comunitária Virtual FM 96.1. Programa que tráz a toda população de Horizontina e região a mensagem de fé, o louvor anglicano e faz conhecido de todos as atividades e acontecimentos da comunidade. Que Deus, Senhor nosso, continue a nos abençoar na missão que nos confia.
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